29 out 2018

Facebook prepara anúncios no WhatsApp

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Facebook prepara anúncios no WhatsApp

O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp carregará anúncios em 2019 assim como o Facebook.

O Facebook busca obter um retorno sobre os bilhões de dólares gastos na aquisição do negócio em 2014. Na época que o Facebook comprou o WhatsApp por US $ 22 bilhões em 2014, prometeu não apresentar anúncios no aplicativo de mensagens por pelo menos cinco anos.

O fundador do WhatsApp Brian Acton, revelou que deixou a empresa em setembro de 2017, disse que o chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, planejava monetizar o WhatsApp exibindo anúncios direcionados no recurso de status do aplicativo, função similar ao Stories, que é sucesso desde o lançamento no ano passado pelo Instagram. O mensageiro faz parte do cotidiano de cerca de 120 milhões de usuários no Brasil e 1,5 bilhão no mundo todo. A novidade pode chegar junto com recursos voltados para a comunicação entre empresas e clientes.


"A propaganda direcionada é o que me deixa infeliz", disse Acton à Forbes em sua primeira grande entrevista desde que deixou o WhatsApp.

Ele acrescentou que a aquisição do WhatsApp por 22 bilhões de dólares feita pelo Facebook significa trair seus princípios pessoais em relação à privacidade do usuário e manter o anúncio do aplicativo livre, apesar das garantias de Zuckerberg de que não haveria pressão para monetizar o WhatsApp nos primeiros cinco anos.

Um porta-voz do WhatsApp disse que os anúncios seriam introduzidos na função “Status” em 2019, mas afirmou que as mensagens "permanecerão criptografadas de ponta a ponta". A criptografia de ponta a ponta significa que apenas os usuários envolvidos na conversa terão acesso às mensagens, já que para descriptografá-las é necessário possuir uma chave particular, que somente eles possuirão. Teoricamente, nem o Facebook, nem o WhatsApp e nem o Trump podem ler suas mensagens.

Um porta-voz do Facebook acrescentou: "Graças ao foco incansável da equipe na construção de funcionalidades valiosas, o WhatsApp é agora uma parte importante da vida de mais de um bilhão de pessoas, e estamos empolgados com o que o futuro nos reserva".

 

mark zuckerberg
O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, prometeu fazer da proteção à privacidade sua principal prioridade quando falou durante a cúpula anual da F8 em San Jose no início deste ano. (AFP / Getty Images)

 

Brian Acton – fundador do WhatsApp - já apoiou a campanha Delete Facebook que surgiu após o escândalo Cambridge Analytica, no qual os dados de cerca de 87 milhões de usuários foram coletados para fins de perfil político nas eleições presidenciais de 2016 nos EUA.

Ele também usou uma parte de sua fortuna para apoiar um aplicativo de mensagens rival chamado Signal, que se orgulha de priorizar a privacidade das pessoas sobre os lucros.

O fundador do WhatsApp, Jan Koum, também deixou o aplicativo no início deste ano, em meio a preocupações com privacidade e dados, já tendo exposto seus sentimentos sobre publicidade em um post de 2012.

"Atualmente, as empresas sabem literalmente tudo sobre você, seus amigos, seus interesses e usam tudo para vender anúncios", disse ele.

“Em cada empresa que vende anúncios, uma parte significativa de sua equipe de engenharia passa o dia ajustando a extração de dados, escrevendo códigos melhores para coletar seus dados pessoais ... lembre-se, quando a publicidade está envolvida, você é o alvo.”

Resumindo a ópera, em 2019 provavelmente teremos uma nova realidade para anunciar produtos e serviços também pelo WhatsApp.

 

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