16 fev 2019

Princípios do design para aplicar em seu marketing digital

Princípios do design para aplicar em seu marketing digital
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Nesse artigo vou te apresentar alguns dos princípios fundamentais do design. Esses princípios servem como base para a criação de peças publicitárias no mundo todo. Aqui a ideia é passar uma visão geral de alguns desses princípios do design para que possam ser aplicados de forma muito fácil por qualquer pessoa que precise fazer criações para seus posts nas redes sociais, blog, sites, e-mails, apresentações, documentos, etc.

Então, vamos ver cada um deles e como funcionam na prática. Em poucos minutos você vai ter um entendimento muito melhor de como poderá aplicar esse conhecimento imediatamente em criações!

Alguns dos princípios fundamentais do design são...

Equilíbrio, proximidade, alinhamento, repetição, contraste e espaço. Vamos ver o que cada um faz, além de alguns complementos que também podem ser levados em consideração. Como eu disse anteriormente, não entrarei em uma visão mais profunda sobre cada um deles porque a ideia deste artigo é simplificar ao máximo a compreensão para que você possa compreender e principalmente aplicar no seu dia a dia.

É importante entender que os elementos do design são as coisas que compõem um design. Já os princípios do design são o que fazemos para esses elementos. A forma como se aplica os princípios do design é fator que determina o sucesso do seu design.

Os elementos do design.

LINHA

As marcas lineares feitas com uma caneta ou pincel ou a borda criada quando duas formas se encontram. Vários pontos juntos forma uma linha e podem ser usadas com a função de ajudar a induzir para direcionar o olhar para algum ponto importante de uma criação dando ênfase e sensação de movimento. Linhas em ziguezague podem indicar tensão e entusiasmo.

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Você pode aplicar as linhas em suas criações para trazer esses sentimentos para um determinado objetivo da sua arte. Mesmo que você não mostre linha nenhuma na sua peça. Isso, mesmo! Os fotógrafos por exemplo fazem o uso de linhas “invisíveis” como guias que direcionam o olhar para pontos específicos em uma foto.

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No seu dia a dia, você pode usar as linhas para delimitar a área para distribuir os elementos que compões sua criação como nesse exemplo abaixo.

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Vamos para outro exemplo que possivelmente você já deve ter visto bastante na internet, mas não percebeu como as linhas estavam sendo usadas. Veja abaixo como os designer do site da PRA usaram as linhas diagonais para guiar o usuário através do conteúdo, seção por seção, em um movimento de ziguezague.

Nosso olhar já é muito acostumado a entender esse movimento de ziguezague quando estamos lendo. Começamos da esquerda para a direita fazendo esse ziguezague quando vemos peças publicitárias.

site PRA

FORMA

Uma forma é uma área definida independente de ser geométrica como quadrados, círculos e triângulos. Elas podem ser também orgânicas, ou seja, formas livres ou formas naturais.

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DIREÇÃO

Todas as linhas têm direção - Horizontal, vertical ou oblíqua. Horizontal sugere calma, estabilidade e tranquilidade. Vertical dá uma sensação de equilíbrio, formalidade e vigilância. Obliqua sugere movimento e ação.

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ESCALA

Escala é simplesmente a relação da área ocupada por uma forma com a da outra. É a relação entre as proporções dos elementos visuais de uma composição. Trabalhar com esse recurso te permite dar mais ênfase para pontos importantes em que você precise chamar mais a atenção de um elemento na sua criação.

Com a escala dos elementos você consegue ajudar na hierarquia dos elementos dentro da arte. Pode ser usada tanto em formas, imagens ou textos.

Veja como foi a escala foi usada nos cartazes da série de filmes Star Wars (Guerra nas Estrelas) para destacar os personagens principais de cada filme deixando em segundo plano os personagens coadjuvante. Aproveite essas imagens para tentar identificar também os elementos que vimos anteriormente: linhas, forma e direção.

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TEXTURA

A textura é a qualidade da superfície de uma forma - áspera, lisa, macia, dura, brilhante etc. Designs limpos, bem definidos e lisos podem ser incríveis. Mas às vezes você queira também passar uma mensagem para sua audiência na internet usando alguma imagem mais rústica onde a textura pode te ajudar nisso.

Porém, tome bastante cuidado para não causar um efeito contrário e ao invés de atrair a atenção para algo agradável, você atraia a atenção por ter feito uma verdadeira confusão na cabeça das pessoas.

Nessa hora, use o bom senso para a escolhas das fontes e cores do seu texto de apoio e dê contraste entre ele e sua imagem.

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Você pode aplicar texturas diferentes na mesma imagem respeitando as “regras” que vimos anteriormente e aliando simplicidade, leveza e contrates.

Veja a imagem abaixo, nela são duas texturas diferentes. Uma no fundo da imagem simulando uma mesa de madeira e a outra no cartão onde estão sendo exibidas as marcas.

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COR

As cores têm algumas características principais que devem ser levadas em consideração. A matiz, ou seja, o nome da própria cor (vermelho, verde, azul, etc). O valor, que diz quão claro ou escuro é a intensidade da cor e quão brilhante ou sem brilho ela é.

Escolher bem as cores para sua identidade na internet é fundamental. As cores são capazes de trazer senso de humores específicos, climas, ambientação e canaliza emoções. Cada tonalidade tem uma conotação específica associada a ela e pode ser fator determinante para que alguém continue olhando para o que você tem a oferece ou simplesmente vá para a próxima página do seu concorrente.

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Siga um padrão visual de cores para suas redes sociais, site e blog que faça sentido ao que você quer transmitir para seus clientes. Aplique o mesmo padrão em todos os seus canais de comunicação. Veja no gráfico abaixo as possibilidades para escolher a combinação de cores ideal para sua marca.

Fonte: Rock Content

Uma ferramenta online e gratuita muito bacana para ajudar na escolha das cores é a Adobe Kuler. Na guia “Explorar”, ela oferece uma série de combinações de cores que conversam entre si e que fazem sentido para as pessoas.

adobe_kuler

O vídeo “A psicologia da cores” mostra (em inglês) como as cores são usadas para causar sentimentos em várias situações possíveis. A ordem desses sentimentos no vídeo é: Inocência, Doçura, Feminilidade, Violência, Paixão, Sociabilidade, Calor, Juventude, Loucura, Insegurança, Natureza, Imaturidade, Destruição, Calma, Distanciamento, Fantasia, Erotismo.

As cores representam um papel essencial, a publicidade está guiando nossos passos e muitas vezes sem perceber estratégias de marketing das cores são propositadamente colocadas para que temos algumas respostas já programadas das nossas reações.

Veja como você pode usar a psicologia das cores de forma mais correta nas peças de publicidade do seu negócio ou na hora de escolher as cores para sua marca.

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Os princípios do design.

EQUILÍBRIO

O equilíbrio fornece estabilidade e estrutura para um design. Uma forma grande perto do centro pode ser equilibrada por uma pequena forma próxima da borda.  É o peso distribuído no design pelo posicionamento de seus elementos.

PROXIMIDADE

Proximidade cria uma relação entre elementos criando um ponto focal. Isso não significa que elementos precisam ser colocados juntos, significa que eles devem estar visualmente conectados de alguma forma.

Informações similares “devem” estar próximas. Exemplo: um título para destaque perto do texto que completa a informação em uma arte. Isso facilita para que quem veja não tenha muita dificuldade em entender o que está sendo dito.

Parece algo muito pequeno em que não devemos dar muita importância, mas se entendermos que na internet você tem apenas milésimos de segundos para atrair a atenção de alguém, cada detalhe será muito valioso.

Você não espera que o leitor fique se questionando se a arte está correta, ou se as informações separadas são uma forma de chamar a atenção ou alguma palavra-chave na arte. Ele simplesmente vai ignorar e avançar no seu feed de notícias.

A forma como você organiza os elementos na sua arte faz toda a diferença.

ALINHAMENTO

O alinhamento dos elementos em seu site/blog, posts do Facebook e Instagram vão te permitir criar ordem e organização na informação que você está passando. Como eu disse anteriormente, estamos acostumados a olhar e interpretar algo olhando do canto superior esquerdo até chegar por fim ao canto inferior direito.

Lembrando disso, quando você for criar sua próxima arte, leve em consideração que se sua informação principal estiver alinhada à direita, ela não fique “brigando” com outros elementos importantes na mesma parte da esquerda que podem roubar a cena e a atenção das pessoas causando um efeito inverso.

Evite também que seu texto e outros elementos fiquem espalhados para que não seja confuso de ler e entender. Combinar a proximidade junto com alinhamento vai facilitar a vida de quem está vendo seu conteúdo e a sua também.

Veja algumas dicas para usar na hora de alinhar os elementos em sua arte:

- Garanta que não haja um texto muito grande nem muito pequeno para a mídia onde você vai publicar.

- Evite usar muitos tipos de fontes para escrever na sua arte. Agora que você já sabe como definir uma identidade para suas publicações, acho que isso não será um problema. Mas é sempre bom lembrar disso.

- Quando usar letras grandes, o alinhamento à esquerda facilita muito a leitura.

- Busque opções simples de fontes para usar em suas publicações em redes sociais. Quanto mais fácil for para ler, maior a chance da sua mensagem ser vista e lida!

Esse exemplo da revista da 99U Magazine mostra como usar somente alguns tipos de letras, porém, de forma que consegue fazer muitas variações na forma de exibir o conteúdo. Incrível e elegante! Procure identificar os princípios de espaçamento, escala/tamanho, distribuição dos elementos de acordo com a importância, cores e contrastes, linhas e formas.

alinhamento

REPETIÇÃO

A repetição pode ser usada para fortalecer um design unindo elementos individuais. Isso ajuda a criar associação e consistência à uma peça gráfica ou uma marca. Além disso, a repetição pode criar ritmo (uma sensação de movimento organizado).

Veja como a designer Nastya Chamkina usou a repetição para criar as estampas que não são chatas e monótonas como as da cortina da casa da minha avó. Pelo contrário! Neste caso, as estampas trouxeram exatamente um destaque maior para a embalagem e deram a sensação de movimento e leveza para elas.

pattern

O uso de repetição é bastante comum para a construção de branding. As pessoas conseguem identificar muito melhor uma marca que faz bem o uso da repetição ao seu favor. Você pode aplicar isso usando os mesmos elementos visuais, alinhamento, o contraste e a proximidade em tudo o que gira em torno do seu negócio.

Assim você constrói a sua identidade, levando em conta que você não quer que aquele que vai olhar sua arte se sinta perdido e perca rapidamente o interesse pelo que você está mostrando a ele.

Ao lembrar de marcas famosas como Nike, Coca-Cola e Apple, tenho certeza de que já consegue se lembrar facilmente dos seus símbolos e formas como se apresentam independente do produto que seja anunciado em um comercial. Muitas vezes essas marcas não anunciam simplesmente nada em seus comercias além de um sentimento de felicidades, saúde ou design e tecnologia, mas você se recorda delas devido à repetição com que aparecem e ao padrão que adotam na forma de se apresentarem.

Veja no exemplo abaixo como fazer o uso das repetições em peças diferentes. No exemplo, os espaçamentos são os mesmos, as cores e tamanhos também se repetem.

repeticao

CONTRASTE

Contraste é a justaposição de elementos opostos (cores opostas na roda de cores, ou valor claro / escuro ou direção - horizontal / vertical). O contraste nos permite enfatizar ou destacar elementos-chave em seu design.

O contraste precisa ser usado com muito cuidado, um exemplo é você colocar um fundo amarelo na imagem e a letra em branco, as duas cores são muito parecidas por serem claras, ou seja, não há uma diferenciação de cores na imagem e certamente causará confusão para quem estiver olhando.

contraste1

De modo simples, o contraste é a diferença entre os elementos do seu design.

E não se trata somente em diferenciar cores claras com escuras, você pode usar os textos para criar contraste ou até mesmo linhas verticais e horizontais.

Olha só, uma FRASE ESCRITA EM CAIXA ALTA pode chamar muito mais atenção do que uma frase escrita em caixa baixa. Até as fontes que você usa podem ser um fator que gera contraste no seu design.

contraste

Mesclar traços mais grossos com traços finos, claro e escuro também pode ficar incrível! Arrisque, teste, mude e veja o que mais representa a mensagem que você deseja passar para seu público.

ESPAÇO

Espaço na arte refere-se à distância ou área entre, ao redor, acima, abaixo ou dentro dos elementos. Tanto o espaço positivo quanto o negativo são fatores importantes a serem considerados em cada projeto.

CONCLUSÃO

Tendo esses princípios em mente, você agora uma base muito melhor para ter um bom design no trabalho que for desenvolver. Logicamente existem muitos pontos que designers e diretores de arte sabem explorar muito bem que valorizam mais o trabalho, porém com estes princípios o design fica mais harmonioso e de fácil entendimento da mensagem para quem estiver vendo.

Assista a este vídeo para ver mais aplicação na prática:

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18 maio 2017

Como o design gráfico se aplica no Marketing de Conteúdo!

Como o design gráfico se aplica no Marketing de Conteúdo!
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Ao trabalharmos com marketing de conteúdo, entramos em um universo muito amplo e de crescimento enorme. Sendo assim, precisamos nos diferenciar dos concorrentes que surgem diariamente. E para nos destacarmos em meio a multidão, precisamos investir em algo que de fato nos diferencie.

Conteúdo já é disponibilizado por muitos, mas sem dúvida a forma como esse conteúdo é apresentado é extremamente importante.

As vezes o seu conteúdo é bem melhor do que o do seu concorrente, mas tem gerado bem menos engajamento pelo fato do seu conteúdo não ser tão atraente.

E é aí que entra o design gráfico!

É ele que vai deixar o seu conteúdo com uma cara “profissional”. Vai dar interatividade e apelo visual aos seus materiais.

Além disso, um conteúdo bonito e com imagens bacanas desperta muito mais o desejo do leitor compartilhar. Vamos entender um pouco melhor sobre isso?



O que é design gráfico?



Design, literalmente falando, é uma palavra da língua inglesa que tem um significado bem amplo, mas via de regra é usada para designar um “projeto” ou simplesmente “desenho”.

Curiosamente, cerca de 20 anos atrás todos os cursos de design no Brasil eram chamados de “desenho industrial” (o que já seria uma boa tradução).

Países de língua espanhola, por exemplo, ainda usam a palavra “diseño” quando tratam de design.

Mas que raios é o tal do design?

Definir design em palavras é uma tarefa complicada, justamente pelo fato de que ele se vale de todos os elementos tangíveis e sensoriais para se construir.

Quando falamos em design, estamos falando justamente de projetar, planejar e executar algo que tenha um apelo ou função sensorial.

Comumente, logo que pensamos em design, pensamos em imagens, cores e textos, ou seja, o que é ou pode ser visto, mas ele também pode usar os demais sentidos (olfato, audição e tato) para criar soluções.

Logo, design é: criar soluções através de um projeto.

Sendo assim, para um bom design, precisamos desenvolver uma linha de raciocínio acerca do “problema” que queremos resolver, desenvolver um conceito, pensar em todas as hipóteses e probabilidades antes de executar um trabalho.

Como já foi chamado de desenho industrial, uma parte muito importante do design é a sua reprodutibilidade.

Via de regra, esses projetos são feitos para serem produzidos em escala. Sendo assim, falhas precisam ser apontadas e corrigidas e é por isso que cada minúcia do projeto deve ser planejada, testada e avaliada.

O design é geralmente dividido em três grandes áreas de atuação:



  • Design de produto: projetos voltados para o desenvolvimento de objetos tridimensionais e funcionais (cadeiras, luminárias, armários, celulares, etc…)


  • Design gráfico: projetos com finalidades visuais, com o objetivo de informar.


  • Design de interiores: envolve projeto e planejamento, para otimizar espaços da melhor forma possível. Já foi chamado de decoração.


Eles, por sua vez, são divididos em mais incontáveis áreas. Vamos focar esse post em design gráfico, umas vez que é este o tipo de design mais útil ao marketing de conteúdo.



O que é designer: a diferença entre design e designer?



Não confunda os termos! Peixe é peixe; boi é boi; peixe-boi é outra coisa! 😛

Design é a atividade; designer é o profissional.

Assim como temos o médico que estudou medicina, o engenheiro que estudou engenharia, o arquiteto que estudou arquitetura, temos o designer que estudou design.

Como o design é muito amplo, temos especialidades dentro do design (como foi citado acima). E temos especialidades dentro das especialidades.

Por exemplo, um designer gráfico pode trabalhar com:

  • Web design (criação de sites)


  • Motion graphics (animação)


  • Tipografia (criação de fontes)


  • Diagramação (jornais, revistas, panfletos)


  • 3D (modelagem de imagens tridimensionais)


  • Ilustração (desenhos)


  • Branding (criação de logo)


  • Entre outras coisas

A maioria dos designers são polivalentes e atacam em todas as áreas, mas na maioria das vezes eles tem predileção ou simplesmente maior aptidão por certas especialidades.



Logo, marca, logotipo, logomarca, slogan…



Esses são alguns termos que causam certa confusão no público em geral, mas é importante que essa dúvida seja esclarecida. Os cinco termos listados acima não são sinônimos!

Cada um é uma coisa. Abaixo um infográfico simples pra explicar quando usar os termos, é só clicar na imagem para visualiza-lo:



picture Fonte: https://chocoladesign.com/

De acordo com o infográfico (e vários teóricos do design) logomarca é um termo errado e que não existe. É uma redundância provavelmente criada por algum publicitário prolixo.

Seria o mesmo que chamar um sujeito chamado “Carlos” de “Carlos Carlos”.

Outra justificativa para nunca mais usar o termo “logomarca” é o fato de que você pode procurar em todos os livros sobre design oriundos dos países que originaram e começaram a tratar design como ciência (Alemanha e Estados Unidos). Você vai encontrar os termos “logo” ou “mark”. Nunca os dois juntos.

Assim sendo, vamos as definições:



picture Fonte: https://chocoladesign.com/

Logo

Em sua essência, a palavra logo vem do grego logos, que traduzindo para o português é “significado”. Em comunicação/design, logo é o símbolo pelo qual a sua marca/empresa/negócio é reconhecida.



Marca

Em sua essência, a palavra marca vem do germânico “marka” que traduzindo para o português é “significado”.

Porém, no mundo da comunicação a palavra marca vai bem além da representação gráfica. Marca está também relacionada ao conceito da empresa, aquilo que fica no imaginário das pessoas.

Por exemplo, quando fala-se da Adidas, logo se pensa em prática de esportes, alta performance, tudo isso com estilo e qualidade. É essa “imagem” que veio a cabeça que a marca representa. Mas também se usa muito o termo “marca” para se referir ao logo (o que não é considerado errado).



Logotipo

Quando um logo possui um suporte de texto, chamamos o símbolo total de logotipo. É a união de um logo e um texto. Veja nos exemplos abaixo o logo e o logotipo da Nike, respectivamente.


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Logomarca

Muito embora possa ser encontrado nos dicionários da língua portuguesa, o termo não é usado nas línguas que criaram o ofício/ciência do design. Logo e marca tem o mesmo significado.

“Significado do significado”, isso não faz nenhum sentido!



Slogan

Algumas pessoas usam a palavra slogan para se referir ao logo, mas dessa vez há uma confusão referente a semelhança das palavras.

Na verdade, slogan não tem nada a ver com logo.

Slogan é uma frase/expressão que define a empresa, as vezes também chamada de jargão. Um trabalho dos redatores, e não dos designers.

Como o design pode ajudar no marketing de conteúdo?

De nada adianta oferecer um conteúdo matador no seu blog sem se preocupar em como as pessoas vão ver isso.

A preocupação com o design nos materiais gráficos que você disponibiliza é muito importante e muito abrangente, afinal, o design gráfico está presente na sua página de facebook, no seu perfil do twitter, no seu site, no seu ebook, landing pages, materiais promocionais, vídeos, apresentações, etc.

Ter um bom designer na sua equipe é imprescindível, uma vez que é comprovado que conteúdo com boas imagens geram um engajamento muito maior (como pode ser visto nessa pesquisa apresentada pela HubSpot).



Falando a língua do designer



Designers gráficos possuem um dialeto muito peculiar e estão sempre usando termos difíceis. Essa linguagem é tão corriqueira que é importante ao menos entender um pouco alguns termos mais recorrentes.



Imagens digitais

O designer gráfico lida diretamente com dois tipos de arquivos: os arquivos de imagem digital e os arquivos para impressão.

E existe entre eles algumas diferenças básicas que fazem muita diferença no resultado final. A maior diferença que há entre esses dois tipos de arquivos é o tipo de cor que se emprega neles.



Escala CMYK

Os arquivos para fins de impressão usam a escala CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto).

Uma vez que serão impressos com tinta posteriormente, aquelas cores que vemos na tela durante a visualização da imagem são meramente ilustrativas. O resultado final da impressão depende também da calibragem da impressora que vai executar a impressão, do tipo de papel, etc.



Escala RGB

Já os arquivos digitais utilizam a escala RGB (vermelho, verde e azul) que são as três cores-luz que são emitidas por qualquer tela.

Essa escala permite cores muito mais cintilantes e fluorescentes (cuja reprodução seria impossível numa impressão sem tintas especiais).



Tipos de imagens digitais

No mundo de imagens digitais contamos com dois tipos de imagens: imagem vetorial e imagem bitmap (mapa de bits). E é muito importante entender a diferença entre esses dois tipos e as suas melhores aplicações.



Imagem vetorial

Imagens vetoriais (ou simplesmente “vetor”) são imagens com um visual mais “chapado” (flat), sem sombras muito complexas e uma estética mais ilustrativa (muito embora alguns artistas vetoriais consigam fazer vetores que mais parecem fotografias).

Trabalhar com vetores pode ser muito útil por uma série de fatores.

Primeiro, vetores são mais simples e, na maioria das vezes, uma estética mais simples tem uma assimilação mais rápida e concisa. Se você tiver um bom designer gráfico, ele vai conseguir sintetizar ideias complexas em poucos elementos vetoriais.

Mas sem dúvida, a maior vantagem de uma imagem vetorial é o seu tamanho e a sua escalabilidade.

O nome “imagem vetorial” se dá pelo fato de que as imagens são formadas por pontos vetoriais (assim como aqueles que aprendemos nas aulas de física).

Logo, as imagens são formadas a partir de poucos pontos que geram formas, que possuem informações de cores nos preenchimentos. Mais ou menos igual aos livros de ligar pontos que e colorir que a gente adorava quando criança.

Além dos arquivos ficarem bem pequenos, eles também possuem uma escalabilidade infinita. Você pode fazer uma arte de 5x5cm e usar ela pra envelopar um edifício de 200 andares sem perder resolução e sem precisar de um arquivo imenso!

As imagens vetoriais podem ser encontradas nos formatos .ai, .cdr, .eps, .svg, .pdf. Vamos entender um pouco melhor sobre esses formatos na parte sobre ferramentas, mas já adianto que, para adicionar um vetor em uma página de web o formato que deve ser usado é o SVG.



Bitmap



As imagens de mapa de bits são as mais difundidas no meio digital, umas vez que elas podem reproduzir fotos com fidelidade.

O nome “mapa de bits” se dá pelo fato de que as imagens são formadas por vários pontos minúsculos (chamados pixels). Pixels são aqueles quadradinhos que vemos quando damos zoom em uma imagem.

Bitmap é sem dúvida o tipo de imagem mais utilizada no meio digital, mas ter um conhecimento sobre as suas particularidades é essencial.

Primeiro, os bitmaps possuem um dado muito importante chamado resolução, que nada mais é como se um limite de escalabilidade predefinido e imutável que a imagem possui. Sendo assim, se você excede a resolução pré estipulada de uma imagem bitmap, os pixels começam a “estourar” (assim como no exemplo abaixo).



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Dessa forma, o ideal é que sempre trabalhemos com imagens em bitmap com uma folga de tamanho, sempre maiores do que o arquivo final, pois as vezes estamos fazendo um material pra ser usado numa resolução pequena (exibição numa página de internet, por exemplo) mas que no futuro pode vir a ser impresso.

Para visualização digital, o ideal é que trabalhemos com imagens a 72 ou 96 dpi, na escala de cores RGB. Já para impressão as imagens precisam ter 300dpi e estarem na escala CMYK.

DPI significa “dot per inch” — em português, ponto por polegada — e é esse valor que estipula a resolução de uma imagem. Quanto maior o DPI de uma imagem, maior a resolução e maior também o tamanho do arquivo.

Arquivos bitmap são encontrados em diversos formatos, mas os mais famosos são: .bmp, .jpg, .jpeg, .png, .gif.



Bancos de imagens

Se você está precisando de imagens para os seus materiais mas não tem verba pra contratar fotógrafos ou artistas gráficos, você pode encontrar ótimas imagens disponibilizadas em bancos de imagens.

Elas não são exclusivas, mas podem salvar a sua vida em alguns momentos! Confira aqui os 103 melhores bancos de imagens gratuitos da internet!



Fontes

Sempre que trabalhamos com textos, vamos recorrer a fontes. Fonte nada mais é que o tipo de letra que você usa num texto.

As fontes são muito importantes pois uma aplicação errada de fonte pode dificultar a leitura do seu material e ninguém tem tempo pra perder tentando entender o que está escrito em algum lugar.

A dica de ouro aqui é: seja simples! Fontes simples facilitam a leitura. Você pode ter muita vontade de usar uma fonte radical no seu material sobre surf, mas tome muito cuidado!

Fontes muito rebuscadas, além de prejudicarem a leitura, não são bem vistas pela comunidade de design. São consideradas não profissionais, bregas e mal aplicadas.

Recomendamos que você evite as seguintes fontes:

  • Comic Sans MS: tem um ar infantil e pode ser substituída por outras fontes menos usadas


  • Papyrus: comumente utilizada fora de propósito e já foi usada exaustivamente


  • Zapfino: usada exaustivamente e muito invasiva, não funciona bem nos layouts

Outra dica legal é: saia do comum. Essas fontes citadas, além de apresentarem um visual estético duvidoso, foram utilizadas exaustivamente! Isso vai fazer com que os seus materiais pareçam genéricos.

Criar uma identidade pra sua marca/empresa está diretamente relacionado as fontes que você usa nos seus materiais. Escolha duas ou três fontes para serem as suas fontes padrão.

Pra encontrar fontes matadoras, recomendamos esse post com os 15 melhores sites para baixar fontes grátis.

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